Diluídas entre tantos litros, as lágrimas entre as escadas e o nono andar, fluíam ininterruptamente, como um único e infindável murmúrio. Primeiro a cor preta, depois os números e pronto, arrependeu-se infinitamente de ter saído naquela tarde. Pensou mais uma vez no cuidado que há de ter-se com o que se deseja. Agora, todo o seu desejo já era maior que tudo ali podia suportar. Lembrou-se dos instantes sublimes daquela noite mais fria, ele em um azul que ela nunca gostou realmente, o bilhete das letras pequenas e o perfume que vez ou outra, insistia em entrar pelas janelas, se confundir entre os lençóis e continuar a entorpecê-la. Pensou no que faria com aquele último beijo, posto que foi dado sem que os lábios soubessem que seria propositalmente inesquecível. O último beijo que perpetuamente a fez querer tê-lo sempre ali, ao alcance, mais próximo e sempre perto, para os outros milhares de beijos que continuam por esperar outra chance.
Sim, mais uma vez era o mesmo nome saltando entre as letras do livro que tentou ler para que pudesse esquecer, e da canção que jurou não mais ouvir, para que nunca se lembrasse novamente. Porque lembrar-se de tudo, palavra por palavra, telefone por telefone, madrugada por madrugada, abraço por abraço, promessa por promessa, era o que continuamente lustrava o desejo que jamais repousava.
“Não te quero por ti, nem por mim, nem pelos dois juntos. Não te quero somente por que até o sangue me faça te querer. Te quero porque tu não és minhas, porque tu estás do outro lado. Porque no mais profundo de tudo, tu não estás em mim e eu não te alcanço.” ( O livro)
I cannot be without you, matter of fact. I'm on your back. ( A canção)
00:08 21/12/08
23/12/2008
17/12/2008
Tempos de Cólera.
" Rogou a Deus que lhe concedesse ao menos um instante para que ele não partisse sem saber quanto ela o amara por cima das dúvidas de ambos e sentiu a premência irresistível de começar a vida com ele outra vez desde o começo para que se dissessem tudo que tinham ficado sem dizer, e fizessem bem qualquer coisa que tivessem feito mal no passado.SÓ DEUS SABE O QUANTO AMEI VOCÊ."
10/12/2008
antes que você troque a canção.
"Somos um breve pulsar, em um silêncio antigo com a idade do céu."
Calma. "Tudo está em calma".
"Não se ama por acaso
Calma. "Tudo está em calma".
"Não se ama por acasoAma-se por amor.
Aqui, ama-se um pouco mais todos os dias, sempre ligeiramente, mais acima, como se o Norte fosse a caminho das nuvens"
09/12/2008
sobre o que me faz bem e o que é inesquecível.
Sui generis significa literalmente "de seu próprio gênero", ou seja, "único em seu gênero". Usa-se como adjetivo para indicar que algo é único, peculiar: uma atividade sui generis, uma proposta sui generis, um comportamento sui generis, um noite sui generis.Somos maiores.
-alcoolizados - sinceros e maiores.
27/10/2008
sobre rimas e canções
"Não rimarei a palavra sonoCom a incorrespondente palavra outono.
Rimarei com a palavra carne
Ou qualquer outra, que todas me convêm.
As palavras não nascem amarradas,
Elas saltam, se beijam, se dissolvem,
No céu livre por vezes um desenho,
São puras, largas, autênticas, indevassáveis."
"Eu te juro, de daria, se pudesse esse amor, todo dia"(Stella para sempre)
"Invadir a porta da sua casa, lhe dar um beijo e partir.
16/10/2008
Eu juro.
- Sei.
- Parece distante, talvez seja porque está pensando em alguém.
- Em alguém do quadro?
- Não, um garoto com quem cruzou em algum lugar, e sentiu que eram parecidos.
- Em outros termos, prefere imaginar uma relação com alguém ausente que criar laços com os que estão presentes.
- Ao contrário, talvez tente arrumar a bagunça da vida dos outros.
- E ela? E a bagunça na vida dela? Quem vai pôr ordem?"
(O Fabuloso Destino de Amelie Poulain*)
*Maio/2008
06/10/2008
Chora,chora.

"O remorso é uma impotência, ele voltará a cometer o mesmo pecado. Apenas o arrependimento é uma força que põe termo a tudo."
(Honoré de Balzac)
E contei: Três litros de lágrimas ressentidas.
E decidi que já era hora de lembrar-me, e de uma vez por todas, que sempre detestei os beijos de adeus e os instantes das despedidas. E que evitá-los, sempre foi de menor dor. É melhor que assim volte a ser.
E decidi que já era hora de lembrar-me, e de uma vez por todas, que sempre detestei os beijos de adeus e os instantes das despedidas. E que evitá-los, sempre foi de menor dor. É melhor que assim volte a ser.
"Às vezes quando nos chega a sabedoria, ela já não serve mais
para nada."
24/09/2008
página 1
Não somente o trem, mas tudo lá fora passou a me incomodar.
Depois de vários cafés e uma mesma canção, olhei para ele e senti o primeiro maior ódio da minha vida. Em um súbito, o acomodei em meu colo e pensei nas tragédias que a sua presença ao meu lado todas as noites me causou, e assim, o odiei ainda mais. O seu perfume ainda era o mesmo daquela noite em que chegara com o absurdo mais estranho que já me foi proposto. Lembro-me bem de ter agradecido ao telefone, mas também os telefones são os causadores desta lástima. Portanto, eu os odeio. Todos eles, os meus, os dele e principalmente os dois juntos. Eu não sei ao certo qual seria o meu estado se não tivesse eu, atendido as ligações das minhas mal dormidas madrugadas. Eu também não sei se estaria assim, se tivesse recusado ir até a janela, vê-lo chegar e partir, naquela sexta que antecedeu o sábado das meias pretas. E principalmente, não sei o que escreveria se não tivesse absurdamente trocado a minha inteligência por últimos beijos que não foram dados. Cuidadosamente, levantei com o desejo já latente, fechei a porta com aquele modo estranho de fechar-se portas. A imagem do primeiro encontro e a sua camiseta branca era tão nítida, que aparecia em minhas paredes. Senti então que era o fim. A hora de partir. Com as unhas em um carmim puríssimo, fiz o nó pela última vez. Primeira volta. Segunda volta. E fechei os olhos, enquanto a canção se repetia novamente. “Tonight I'm tangled in my blanket of clouds”.
Segundos depois, desfiz o nó em desespero, como se pedisse aos céus para que meu erro fosse remediado, pois no instante do terceiro verso, me pus em arrependimento. Entendi que não podia matá-lo e que não era a hora de Alfred morrer.
Depois de vários cafés e uma mesma canção, olhei para ele e senti o primeiro maior ódio da minha vida. Em um súbito, o acomodei em meu colo e pensei nas tragédias que a sua presença ao meu lado todas as noites me causou, e assim, o odiei ainda mais. O seu perfume ainda era o mesmo daquela noite em que chegara com o absurdo mais estranho que já me foi proposto. Lembro-me bem de ter agradecido ao telefone, mas também os telefones são os causadores desta lástima. Portanto, eu os odeio. Todos eles, os meus, os dele e principalmente os dois juntos. Eu não sei ao certo qual seria o meu estado se não tivesse eu, atendido as ligações das minhas mal dormidas madrugadas. Eu também não sei se estaria assim, se tivesse recusado ir até a janela, vê-lo chegar e partir, naquela sexta que antecedeu o sábado das meias pretas. E principalmente, não sei o que escreveria se não tivesse absurdamente trocado a minha inteligência por últimos beijos que não foram dados. Cuidadosamente, levantei com o desejo já latente, fechei a porta com aquele modo estranho de fechar-se portas. A imagem do primeiro encontro e a sua camiseta branca era tão nítida, que aparecia em minhas paredes. Senti então que era o fim. A hora de partir. Com as unhas em um carmim puríssimo, fiz o nó pela última vez. Primeira volta. Segunda volta. E fechei os olhos, enquanto a canção se repetia novamente. “Tonight I'm tangled in my blanket of clouds”.
Segundos depois, desfiz o nó em desespero, como se pedisse aos céus para que meu erro fosse remediado, pois no instante do terceiro verso, me pus em arrependimento. Entendi que não podia matá-lo e que não era a hora de Alfred morrer.
para que o sublime não seja esquecido
Sobre Neblina, Propósito e AnestesiaOlhava aqueles olhos de encanto surreal e desejava continuar vendo-os durante todo o dia que anunciava-se com o sol aturdido em neblina. Eu sabia que de fato, era real, notável e que estava ali, ao alcance das mãos. E inegavelmente, não me cansava de olhar.Todas as músicas se misturavam em meus ouvidos, todo o perfume embriagava os meus pulmões e o pensamento destinava-se ao desejo...
Bom dia.Abraços.Jéssica.BoaNoite.Pijama.MilharesDeles.
11/09/2008
sobre a maior dor, novamente
Eu lembro de todas as vezes em que curiosamente era eu que dormia no seu colo. Me lembro de todas as 6587 vezes que eu tive que assistir o Relâmpago Mcqueen... lembro de todas as vezes que você me perguntava sobre as estrelas e de todas as repetidíssimas vezes que você sumiu com o meu violão... Me lembro de todos os dias que seguiram o dia da “super-bicicleta-nova” e também dos dias em que você insistiu para que eu devolvesse aquele seu terrível uniforme do palmeiras. Lembro de todas as idas a todos os shoppings possíveis e de todas as camisetinhas de listras. Lembro das nossas frases ensaiadas e de todos os nós que você fez em meus cabelos. Lembro das mordidas e dos apertos apertados. Todos eles. Me lembro da músiquinhas que a gente cantava e de todos os 10850 litros de iogurte com sucrilhos. Lembro dos superchinelinhos do Batman e de todas as vezes que você tentou contar nos dedinhos as pintinhas da Jejé. Jamais esquecerei todos os “EU TE AMOO... MUITO!!!” e principalmente do “PORCO ARANHA, PORCO ARANHA, PORCO PORCO E MAIS ARANHA... CUIDADO ELE É O PORCO ARANHA.EU QUERO VOCÊ DE VOLTA.
TEREI VOCÊ DE VOLTA.
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